terça-feira, 16 de abril de 2019

PS5: Sony confirma retrocompatibilidade com jogos do PS4 e resolução 8K

Console, que não será lançado em 2019, terá suporte a 8K, gráficos com Ray Tracing e SSD incluso.


PS5 começou a ter os seus primeiros detalhes revelados. O arquiteto do sistema, Mark Cerny, em uma longa entrevista à Wired falou sobre o sucessor do PS4. Cerny confirmou que o futuro console será compatível com jogos lançados para PlayStation 4, terá suporte a gráficos com Ray Tracing, tecnologia de som 3D inovadora e SSD para acelerar o carregamento de games. Cerny também revelou que o possível PlayStation 5 – o nome oficial ainda não foi confirmado – não chega ao mercado em 2019.
Em termos de funcionalidades, o que mais se destaca é mesmo o suporte a jogos do PS4. Ao implementar a retrocompatibilidade, a Sonyatende a um pedido da comunidade de jogadores das suas plataformas e entra em paridade com a Microsoft, que suporta jogos de todas as gerações do Xbox nos Xbox One.
PS4 Pro  — Foto: Reprodução/Victor Teixeira)PS4 Pro  — Foto: Reprodução/Victor Teixeira)
PS4 Pro — Foto: Reprodução/Victor Teixeira)
A compatibilidade com os títulos do PS4 garante que quem aderir ao PS5 poderá aproveitar sua biblioteca de games no novo console. Além disso, a Sony confirma que o PS5 terá drive para discos.
Em termos de hardware, Cerny confirmou que o novo PlayStation usará processador Ryzen 3000 octa-core uma placa gráfica construída em torno da arquitetura Navi. Ambos os componentes são da AMD e repetem o perfil técnico do PS4, que também usa CPU e GPU da Advanced Micro Devices.
De acordo com Cerny, a nova unidade de processamento gráfico da AMD terá suporte ao chamado Ray Tracing, um tipo de técnica de simulação do comportamento da luz usada em efeitos especiais de cinema e que só recentemente vem chegando aos games. Essa técnica rende gráficos muito mais realistas e é tida como bem exigente da capacidade de processamento de qualquer máquina.
PS VR pode ser descontinuado no PS5 — Foto: Divulgação/SonyPS VR pode ser descontinuado no PS5 — Foto: Divulgação/Sony
PS VR pode ser descontinuado no PS5 — Foto: Divulgação/Sony
Outro detalhe que foi divulgado na entrevista é que o novo PlayStation terá capacidade de renderizar imagem em 8K. Cerny não entrou em detalhes sobre essa capacidade, mas a possibilidade é de que o novo PlayStation possa reproduzir vídeo nessas resoluções, não necessariamente games.

Áudio 3D e SSD

Imagem compara uma imagem sintetizada sem Ray Tracing (à esquerda) e a versão usando a nova tecnologia de iluminação, à direita — Foto: Divulgação/NvidiaImagem compara uma imagem sintetizada sem Ray Tracing (à esquerda) e a versão usando a nova tecnologia de iluminação, à direita — Foto: Divulgação/Nvidia
Imagem compara uma imagem sintetizada sem Ray Tracing (à esquerda) e a versão usando a nova tecnologia de iluminação, à direita — Foto: Divulgação/Nvidia
Mark Cerny também adiantou que a Sony aposta muito numa tecnologia de som tridimensional. Na avaliação do arquiteto da Sony, houve pouca evolução em som do PS3 para o PS4 e a intenção da Sony é que o PlayStation 5 tenha capacidade de reproduzir áudio de uma forma muito mais imersiva, dando ao jogador a capacidade de se sentir presente nas cenas dos jogos a partir do som vindo de várias direções. Cerny salienta ainda que, a princípio, nem será preciso comprar equipamento específico para tirar proveito dessa novidade.
Na entrevista, Mark Cerny adiantou que a Sony lançará o PlayStation 5 com SSD incluso. Embora não tenha ficado muito claro, o desenvolvedor dá a entender que o componente será diferente do que se encontra nos Pcs – inclusive com velocidades muito mais altas – a ponto de permitir que uma viagem rápida pelo mapa de Spider Man leve apenas 0,8 segundos no PS5, contra 15 segundos no PS4 Pro.


quarta-feira, 3 de abril de 2019

Google: cinco pesquisas que você deve evitar no buscador

Lista reúne assuntos 'proibidos' no buscador; saiba como se comportar online para evitar ter o perfil traçado por rastreadores em redes de anúncios


Evitar fazer certas buscas no Google pode ser um bom começo para manter a privacidade online. Segundo os termos de uso da empresa, palavras-chave e resultados de buscas podem ser informados aos sites visitados, o que implica em cuidado redobrado na hora de fazer pesquisas com informações muito pessoais — afinal, seus dados podem parar nas mãos de terceiros.
Segundo o buscador DuckDuckGo, o problema pode ser mais sério. Um estudo divulgado pela empresa no fim de 2018 aponta que a gigante da Internet tende a rastrear uma pessoa mesmo quando ela não está logada ou quando navega no modo anônimo, dificultando ainda mais a preservação da identidade na web. Descubra, a seguir, buscas que não devem ser feitas para proteger sua privacidade ao navegar.
Veja dicas de privacidade para fazer pesquisas no Google — Foto: Divulgação/GoogleVeja dicas de privacidade para fazer pesquisas no Google — Foto: Divulgação/Google
Veja dicas de privacidade para fazer pesquisas no Google — Foto: Divulgação/Google
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1. Remédios e doenças

Evite fazer buscas sobre doenças graves ou drogas fortes. Mesmo que a pesquisa seja uma mera curiosidade ou relacionada a outra pessoa, as informações podem ser usadas por redes de anúncios para traçar o seu perfil e ditar a propaganda que será exibida nos sites que você visita. Pessoas que desejam ocultar uma determinada condição de saúde, por exemplo, podem ter a informação revelada por um simples banner na web.
Além disso, não é possível prever o destino que os dados pessoais tomam uma vez que tenham sido acessados por sites ou até parceiros comerciais do buscador. Um levantamento divulgado em 2015 pela Fast Company mostrou que sites de informações médicas poderiam vazar até 90% de dados sigilosos para terceiros, não necessariamente anunciantes.
Google pode rastrear pesquisas para refinar anúncios — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudoGoogle pode rastrear pesquisas para refinar anúncios — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo
Google pode rastrear pesquisas para refinar anúncios — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo

2. Inseguranças e conflitos pessoais

O mesmo pensamento vale na hora de procurar soluções para problemas pessoais na Internet. Revelar conflitos mentais, dúvidas existenciais e inseguranças a um site sem a devida proteção pode provocar uma avalanche de anúncios sobre dietas milagrosas de origem suspeita e cursos de autoajuda, por exemplo. Embora ver banners de publicidade possa ser uma contrapartida justa ao serviço oferecido pelo Google, saiba que suas informações pessoais podem ser usadas para alimentar um perfil cada vez mais detalhado em redes de anunciantes.

3. Assuntos que levantem suspeitas de crime

Pesquisar sobre armas, drogas e outros assuntos ligados a crimes não só atrela o seu perfil a algo ilegal, mas pode trazer problemas práticos. Nos Estados Unidos, um funcionário foi denunciado pelo empregador em 2013 por ter buscado palavras-chave que, lidas fora de contexto, foram interpretadas como comportamento terrorista. O clima antiterrorismo no Brasil não é o mesmo, mas é importante ter cuidado extra ao navegar em Wi-Fi público na próxima viagem à América do Norte.
Google passou por polêmica ano passado por rastrear usuários sem permissão — Foto: Bruno De Blasi/TechTudoGoogle passou por polêmica ano passado por rastrear usuários sem permissão — Foto: Bruno De Blasi/TechTudo
Google passou por polêmica ano passado por rastrear usuários sem permissão — Foto: Bruno De Blasi/TechTudo

4. Detalhes de localização

O Google pode estimar muito bem a localização do usuário baseando-se no IP e no sinal de GPS do celular, mas precisa de dados extras para descobrir exatamente o apartamento ou casa onde você mora. Sem notar, qualquer pessoa pode dar essa informação facilmente ao pesquisar sobre objetos, materiais e o ambiente geral dos arredores. Mesmo com o histórico de localização desativado e sem informar o endereço no Google Maps, rastreadores podem cruzar dados de busca para saber não só o seu ponto no mapa, mas quem são seus vizinhos e, possivelmente, com quem você mais convive.

5. Informações de identidade

O Google não fornece dados cadastrais a terceiros, mas a privacidade do usuário pode não estar protegida se informações pessoais forem digitadas em uma busca. Redes de anúncios tentam ligar o seu perfil digital a uma identidade real a todo custo, tarefa que fica mais fácil se a própria pessoa entrega número de identidade, CPF ou passaporte em uma pesquisa na web. Evite, portanto, usar esses dígitos como palavras-chave, principalmente em sites pouco conhecidos.
DuckDuckG, buscador focado em privacidade, promete não coletar dados pessoais de usuários — Foto: Reprodução/TechTudoDuckDuckG, buscador focado em privacidade, promete não coletar dados pessoais de usuários — Foto: Reprodução/TechTudo
DuckDuckG, buscador focado em privacidade, promete não coletar dados pessoais de usuários — Foto: Reprodução/TechTudo

Como proteger a privacidade

Restringir o tipo de busca que se faz online é uma forma de limitar a ação de redes de anúncios e caçadores de dados em geral. Quanto menos informações pessoais estiverem disponíveis para terceiros, mais dificuldade os rastreadores da Internet terão para identificar um determinado usuário e mostrar anúncios personalizados. Além disso, é uma forma de prevenir que informações sigilosas caiam em bases de dados comercializadas por sites mal-intencionados no mercado ilegal.
Também é possível tomar algumas providências para pesquisar todo tipo de assunto sem dor de cabeça. Uma alternativa é usar o DuckDuckGo, considerado um buscador mais preocupado com a privacidade do usuário, ou navegadores que combatem rastreadores, como o Firefox Focus. Extensões como o Ghostery podem ajudar a fazer o mesmo. Para ainda mais anonimato, outra opção é usar VPNcom máquina virtual ou recorrer ao ToR, navegador mais seguro quanto à identidade do usuário.
Como excluir a conta Google do celular? Descubra no Fórum do TechTudo.
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Como achar o histórico de localização com o Google Maps