quarta-feira, 30 de abril de 2014

Impressora 3D faz objetos de papel com alto grau de realismo

Máquina da empresa irlandesa MCor é voltada para setores industrial, comercial e educacional

Em meio a tantos objetos de plástico, um estande se destacava na Inside 3D Printing, evento realizado em meados de abril em São Paulo. Trazia objetos tão realistas que até pareciam de verdade. O estande era da BSCA Impressão 3D, representante da Mcor Technologies no Brasil. A empresa mostrava a impressora 3D MCor IRIS full color.
Como qualquer impressora 3D, a máquina é destinada à produção de protótipos, maquetes, modelos e moldes em 3D, e serve aos setores industrial, comercial e educacional. A diferença fica mesmo por conta da matéria-prima usada na confecção dos objetos: folhas de papel A4.
A técnica de impressão das máquinas também é bastante distinta. O processo conhecido por Selective Deposition Lamination (SDL) foi desenvolvido pelos donos da MCor Technologies, Conor MacCormack e Fintan MacCormack, ambos irlandeses.
O termo Selective, ou seletivo em português, diz respeito à capacidade da impressora de identificar a parte da folha que formará o objeto, e que por isso precisa de mais cola, e a parte que serve apenas de suporte para o objeto e que será descartada.
O Deposition, ou deposição, faz referência ao processo de corte da peça, que acontece antes da máquina depositar a cola. Já o Lamination, ou laminação, descreve o processo de construção do objeto a partir de camadas sucessivas de papel que são grudadas para formar o produto final.
Eduardo Bueno, da BSCA Impressão 3D, responsável por trazer a impressora para o Brasil, dá detalhes de como funciona esse diferente processo. Segundo ele, para imprimir um objeto 3D na máquina é necessário antes de tudo imprimir cada camada dele em uma impressora a laser comum, mas como uma tinta proprietária que, ao contrário das comuns, atravessa o papel e garante que peça final será totalmente colorida. Cada folha corresponde a uma camada, ou lâmina, desse objeto e, por isso, cada folha impressa é diferente, pois traz uma parte diferente do que vai ser transformado em objeto.
“As folhas são numeradas pelo software da máquina porque é necessário respeitar a ordem delas na hora de confeccionar o objeto. A fase seguinte é a que acontece dentro da impressora 3D. A máquina puxa uma folha por vez, recorta o desenho impresso com uma faca, aplica cola e levanta as folhas para comprimi-las com uma pressão equivalente a uma tonelada”. Esse processo é repetido centenas de vezes, dependendo do número de folhas necessárias para a confecção do objeto.
No Inside 3D Printing, apenas a MCor IRIS estava em exposição e por enquanto só ela está disponível. O valor aproximado é de R$ 200 mil. Segundo Bueno, outra unidade da máquina além da que estava em exposição está negociada com uma instituição de ensino, mas ainda não foi instalada.
Emily Canto Nunes/iG São Paulo
Impressora 3D da MCor Technologies, Mcor IRIS, chega ao Brasil por cerca de R$ 200 mil
O empresário acredita que empresas que fazem réplicas de comida para restaurantes podem ser interessar pela sua impressora 3D, mas o equipamento tem outras possibilidades de uso. O próprio Bueno fez uma experiência de imprimir uma foto na MCor IRIS. A imagem ganhou profundidade e contornos de pintura.
Bueno afirma que, apesar dos restos de papel deixados após a impressão dos objetos, sua impressora 3D é uma das mais amigáveis quando o assunto é meio ambiente. “Em termos de economia e ecologia não existe nada mais ecológico, se você considerar o papel ecológico, é claro, mas se comparar com pó, plástico, é o mais ecológico que tem. A própria peça branca pode ser reciclada inteira”, explica. Bueno explica ainda que cola usada tem alto percentual de água. O objeto colorido, no entanto, não pode ser reciclado porque a tinta contém solvente.
fonte: http://tecnologia.ig.com.br/2014-04-30/impressora-3d-faz-objetos-de-papel-com-alto-grau-de-realismo.html

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